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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Escândalo no Esporte: Por enquanto a “faxineira” Dilma prefere esperar a sujeira invadir seu gabinete

Conforme antecipamos ontem, uma nova crise se instaurou no governo Dilma. Desta vez no Ministério do Esporte. As denúncias têm um potencial destrutivo imprevisível.

Com a proximidade da Copa do Mundo e a série de dificuldades que o governo enfrenta para gerenciar as obras de infraestrutura, a presidente ainda avalia se é melhor manter um ministro sob suspeição ou demití-lo e tentar reestruturar a pasta. A gravidade da denúncia recomendaria o afastamento e uma investigação rigorosa mas, como tornou-se hábito na administração petista, outros fatores são levados em consideração antes da tomada de decisão. Nos comentários abaixo explicamos melhor quais são eles, por enquanto leiam o que informa a Folha de São Paulo:

Dois integrantes de um suposto esquema de desvio de recursos do Ministério do Esporte acusam o ministro Orlando Silva (PC do B) de participação direta nas fraudes, segundo reportagem publicada pela revista “Veja”.
O soldado da Polícia Militar do Distrito Federal João Dias Ferreira e seu funcionário Célio Soares Pereira disseram à revista que o ministro recebeu parte do dinheiro desviado pessoalmente na garagem do ministério.
Localizado ontem pela Folha, Pereira confirmou a acusação contra o ministro, mas recusou-se a dar entrevista. Segundo a “Veja”, Pereira descreveu assim a entrega, que teria ocorrido em 2008: “Eu recolhi o dinheiro com representantes de quatro entidades aqui do Distrito Federal que recebiam verba do [programa] Segundo Tempo e entreguei ao ministro, dentro da garagem, numa caixa de papelão. Eram maços de notas de 50 e 100 reais”.
Do México, onde acompanha o Pan-Americano, o ministro disse que a acusação é uma “fraude” e pediu à Polícia Federal que a investigue.
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou que conversou ontem com Silva por telefone e que determinará a abertura de inquérito no começo da semana.
O PC do B informou que, por solicitação do ministro, pedirá a antecipação de um depoimento que Silva daria à Comissão de Fiscalização da Câmara dos Deputados.
Segundo a Folha apurou, a reação do ministro agradou ao governo, que por ora não cogita substituí-lo.

Íntegra aqui (para assinantes)

Comentário:

Quem acompanha minimamente os escândalos na administração petista não deve se surpreender com o itinerário de ações do governo frente a casos de corrupção. Num primeiro momento, avalia-se o potencial que as denúncias tornadas públicas na imprensa têm de gerar desdobramentos.

Se as reportagens forem baseadas somente em depoimentos, ótimo para o governo. Mantém-se o servidor no cargo. Foi assim com as denúncias que ligaram Aloizio Mercadante ao esquema dos “aloprados”.

Quando há provas materiais e o envolvimento de um maior número de pessoas, a história é diferente. Neste caso, o governo se articula e busca informações sobre investigações em andamento. Caso perceba que elas serão capazes de fornecer pauta para a “mídia” durante um bom período, demite-se. Foi o que ocorreu com Antônio Palocci e Wagner Rossi, só pra citar alguns dos vários exemplos.

Salvo raras exceções, como o ocorrido com Alfredo Nascimento, onde a presidente Dilma aguardava uma justificativa para pedir a cabeça do então ministro dos Transportes, é esse o procedimento padrão. Sendo assim, não faz sentido empregar o termo “faxina”, já que em nenhum momento o governo preocupou-se em remover a sujeira de sua administração. Ao contrário, a preocupação sempre foi uma só, impedir que os detritos acumulados invadissem o saguão do Palácio do Planalto.

O aconselhável é que a presidente Dilma afaste o ministro Orlando Silva até o término das investigações. Não se trata de pré-julgamento, e sim de um ato de responsabilidade e zelo pelo bem público. Como qualquer cidadão, Silva dispõem da presunção de inocência, mesmo que seu histórico indique o contrário.

Via

domingo, 16 de outubro de 2011

A todos meus amigos e colegas. Eu não poderia escrever melhor.


 

A matéria abaixo foi gerada por Reinaldo Azevedo, jornalista, o blogueiro de maior sucesso na Internet brasileira, e autor do livro O País dos Petralhas.
Tio Rei recebeu um pedido de seus leitores para promover o banimento à visita de Raúl Castro, atual Presidente de Cuba, irmão de Fidel Castro, pelo qual pedimos (peço) escrever para o mndh@mndh.org.br requisitando tal banimento à perversa pessoa, bem como garantindo a paz no país frente à eventual afronta de sua visita, desde que entusiasticamente convidado por Lula, em Havana.

O REGIME CARIDOSO DE RAÚL CASTRO, O CONVIDADO DE LULA.
MOBILIZE-SE!

Como vocês sabem, o facinoroso Raúl Castro, ditador de Cuba, será recebido com pompa por Luiz Inácio Lula da Silva no dias 26 e 27 de dezembro, em Salvador. Ele participará da cúpula (!?) da América Latina e do Caribe sobre integração e desenvolvimento. Reunião em que Raúl é recebido como pessoa respeitável está desmoralizada de saída. É um ditador desprezível. Na tirania que comanda, substituindo Fidel, o irmão moribundo que o diabo insiste em recusar, a divergência política é punida com a masmorra e, se preciso, com a morte sem julgamento. A “revolução” tem “autoridade”, acreditem, para execuções sumárias.
E o que vocês vêem acima (NE: tirei a foto e coloquei uma anterior - as outras são horrendas) é uma delas. Na primeira foto, o capitão Garcia Olayón é fuzilado em Santa Clara, que estava sob o comando de Che Guevara, o Porco Fedorento. Depois, um dos líderes revolucionários, René Rodriguez Cruz, arremata a obra com tiro na cabeça da vítima. Reparem o ar de compenetrado progressismo do assassino.
Enviem mensagens para o Movimento Nacional pelos Direitos Humanos repudiando a presença do assassino Raúl Castro em solo brasileiro. O e-mail é este: mndh@mndh.org.br.

O Porco

Como vocês sabem, o diretor Steven Soderbergh fez dois longas metragens sobre a vida de Che Guevara, interpretado pelo ator Benício Del Toro, que andou falando bobagens pelos cotovelos a respeito da personagem — a da vida real. Bem, para que não se esqueça a obra desse valente, realizada em conjunto com Fidel e Raúl, cumpre lembrar os milhares de mortos e exilados da dita “revolução”. Mas quero “homenagear” os filmes com a lista de pessoas que Guevara executou pessoalmente ou que foram mortas sob o seu comando direto:

Executados pessoalmente por Che em Sierra Maestra entre 1957 e 1958:

  • 1. Aristio - 10-57
  • 2. Manuel Capitán - 1957
  • 3. Juan Chang - 9-57
  • 4. “Bisco” Echevarría Martínez - 8-57
  • 5. Eutimio Guerra - 2-18-57
  • 6. Dionisio Lebrigio - 9-57
  • 7. Juan Lebrigio - 9-57
  • 8. El ” Negro ” Napoles- 2-18-57
  • 9. “Chicho ” Osorio - 1-17-57
  • 10. Un maestro no identificado (“El Maestro”) - 9-57
  • 11-12. Dos hermanos, espías del grupo de Masferrer -9-57
  • 13-14 Dos campesinos no identificados-4-57

Executados pessoalmente por Che ou sob suas ordens durante seu breve comando em Santa Clara (entre os dias 1º e 3 de Janeiro de 1959)

  • 1. Ramón Alba - 1-3-59**
  • 2. José Barroso- 1-59
  • 3. Joaquín Casillas Lumpuy - 1-2-59**
  • 4. Félix Cruz - 1-1-59
  • 5. Alejandro García Olayón - 1-31-59**
  • 6. Héctor Mirabal - 1-59
  • 7. J. Mirabal- 1-59
  • 8. Felix Montano - 1-59
  • 9. Cornelio Rojas - 1-7-59**
  • 10. Vilalla - 1-59
  • 11. Domingo Alvarez Martínez 1-4-59**
  • 12. Cano del Prieto -1-7-59**
  • 13. José Fernández Martínez-1-2-59
  • 14. José Grizel Segura-1-7-59** ( Manacas)
  • 15. Arturo Pérez Pérez-1-24-59**
  • 16. Ricardo Rodríguez Pérez-1-11-59**
  • 17. Francisco Rosell -1-11-59
  • 18. Ignacio Rosell Leyva -1-11-59
  • 19. Antonio Ruíz Beltrán -1-11-59
  • 20. Ramón Santos García-1-12-59
  • 21. Pedro SocarrásS-1-12-59**
  • 22. Manuel Valdés – 1-59
  • 23. Tace José Veláquez -12-59**
**Che ordenou a pena de morte antes de deixar Santa Clara

Execuções documentadas na prisão Fortaleza de la Cabaña, sob o comando de Che, entre 3 de Janeiro e 26 de novembro de 1959

  • 1. Vilau Abreu - 7-3-59
  • 2. Humberto Aguiar - 1959
  • 3. Garmán Aguirre - 1959
  • 4. Pelayo Alayón - 2-59
  • 5. José Luis Alfaro Sierra - 7-1-59
  • 6. Pedro Alfaro - 7-25-59
  • 7. Mriano Alonso - 7-1-59
  • 8. José Alvaro - 3-1-59
  • 9. Alvaro Anguieira Suárez – 1-4-59
  • 10. Aniella - 1959
  • 11. Mario Ares Polo- 1-2-59
  • 12. José Ramón Bacallao - 12-23-59**
  • 13. Severino Barrios - 12-9-59**
  • 14. Eugenio Bécquer - 9-29-59
  • 15. Francisco Bécquer - 7-2-59
  • 16. Ramón Biscet– 7-5-59
  • 17. Roberto Calzadilla - 1959
  • 18. Eufemio Cano - 4-59
  • 19. Juan Capote Fiallo - 5-1-59
  • 20. Antonio Carralero - 2-4-59
  • 21. Gertrudis Castellanos - 5-7-59
  • 22. José Castaño Quevedo - 3-6-59.
  • 23. Raúl Castaño - 5-30-59
  • 24. Eufemio Chala - 12-16-59**
  • 25. José Chamace - 10-15-59
  • 26. José Chamizo - 3-59
  • 27. Raúl Clausell - 1-28-59
  • 28. Angel Clausell - 1-18-59
  • 29. Demetrio Clausell - 1-2-59
  • 30. José Clausell-1-29-59
  • 31. Eloy Contreras- 1-18-59
  • 32. Alberto Corbo - 12-7-59**
  • 33. Emilio Cruz Pérez - 12-7-59**
  • 34. Orestes Cruz – 1959
  • 35. Adalberto Cuevas – 7-2-59**
  • 36. Cuni - 1959
  • 37. Antonio de Beche - 1-5-59
  • 38. Mateo Delgado-12-4-59
  • 39. Armando Delgado - 1-29-59
  • 40. Ramón Despaigne - 1959
  • 41. José Díaz Cabezas 7-30-59
  • 42. Fidel Díaz Marquina – 4-9-59
  • 43. Antonio Duarte - 7-2-59
  • 44. Ramón Fernández Ojeda - 5-29-59
  • 45. Rudy Fernández - 7-30-59
  • 46. Ferrán Alfonso - 1-12-59
  • 47. Salvador Ferrero - 6-29-59
  • 48. Victor Figueredo - 1-59
  • 49. Eduardo Forte - 3-20-59
  • 50. Ugarde Galán - 1959
  • 51. Rafael García Muñiz - 1-20-59
  • 52. Adalberto García 6-6-59
  • 53. Alberto García - 6-6-59
  • 54. Jacinto García - 9-8-59
  • 55. Evelio Gaspar - 12-4-59**
  • 56. Armada Gil y Diez y Diez Cabezas- 12-4-59**
  • 57. José González Malagón - 7-2-59
  • 58. Evaristo Benerio González - 11-14-59
  • 59. Ezequiel González-59
  • 60. Secundino González - 1959
  • 61. Ricardo Luis Grao – 2-3-59
  • 62. Ricardo José Grau - 7-59
  • 63. Oscar Guerra – 3-9-59
  • 64. Julián Hernádez -2-9-59
  • 65. Francisco Hernández Leyva – 4-15-59
  • 66. Antonio Hernández - 2-14-59
  • 67. Gerardo Hernández - 7-26-59
  • 68. Olegario Hernández - 4-23-59
  • 69. Secundino Hernández - 1-59
  • 70. Rodolfo Hernández Falcón – 1-9-59
  • 71. Raúl Herrera -2-18-59
  • 72. Jesús Insua-7-30-59
  • 73. Enrique Izquierdo- 7-3-- 59
  • 74. Silvino Junco – 11-15-59
  • 75. Enrique La Rosa- 1959
  • 76. Bonifacio Lasaparla- 1959
  • 77. Jesús Lazo Otaño -1959
  • 78. Ariel Lima Lago – 8-1-59- (Menor)
  • 79. René López Vidal -7-3-59
  • 80. Armando Mas – 2-17-59
  • 81. Ornelio Mata- 1-30-59
  • 82. Evelio Mata Rodriguez- 2-8-59
  • 83. Elpidio Mederos -1-9-59
  • 84. José Medina -5-17-59
  • 85. José Mesa 7-23-59
  • 86. Fidel Mesquía Díaz 7-11-59
  • 87. Juan Manuel Milián - 1959
  • 88. Jose Milián Pérez – 4-3-59
  • 89. Francisco Mirabal – 5-29-59
  • 90. Luis Mirabal - 1959
  • 91. Ernesto Morales - 1959
  • 92. Pedro Morejón – 3-59
  • 93. Carlos Muñoz M.D.- 1959
  • 94. César Nicolardes Rojas- 1-7-59
  • 95. Víctor Nicolardes Rojas- 1-7-59
  • 96. José Nuñez – 3-59
  • 97. Viterbo O’Reilly – 2-27-59
  • 98. Félix Oviedo – 7-21-59
  • 99. Manuel Paneque – 8-16-59
  • 100. Pedro Pedroso – 12-1-59**
  • 101. Diego Pérez Cuesta - 1959
  • 102. Juan Pérez Hernández – 5-29-59
  • 103. Diego Pérez Crela - 4-3-59
  • 104. José Pozo – 1-59
  • 105. Emilio Puebla – 4-30-59
  • 106. Alfredo Pupo – 5-29-59
  • 107. Secundino Ramírez – 4-2-59
  • 108. Ramón Ramos - 4-23-59
  • 109. Pablo Ravelo Jr. – 9-15-59
  • 110. Rubén Rey Alberola – 2-27-59
  • 111. Mario Risquelme – 1-29-59
  • 112. Fernando Rivera – 10-8-59
  • 113. Pablo Rivero- 5-59
  • 114. Manuel Rodríguez – 3-1-59
  • 115. Marcos Rodríguez -7-31-59
  • 116. Nemesio Rodríguez – 7-30-59
  • 117. Pablo Rodriguez – 10-1-59
  • 118. Ricardo Rodriguez – 5-29-59
  • 119. Olegario Rodriguez Fernández-4-23-59
  • 120. José Saldara – 11-9-59
  • 121. Pedro Santana – 2-59
  • 122. Sergio Sierra – 1-9-59
  • 123. Juan Silva – 8-59
  • 124. Fausto Silva – 1-29-59
  • 125. Elpidio Soler- 11-8-59
  • 126. Jseús Sosa Blanco – 2-8-59
  • 127. Renato Sosa- 6-28-59
  • 128. Sergio Sosa – 8-20-59
  • 129. Pedro Soto – 3-20-59
  • 130. Oscar Suárez – 4-30-59
  • 131. Rafael Tarrago – 2-18-59
  • 132. Teodoro Tellez Cisneros- 1-3-59
  • 133. Francisco Tellez-1-3-59
  • 134. José Tin- 1-12-59
  • 135. Francisco Travieso -1959
  • 136. Leonrardo Trujillo – 2-27-59
  • 137. Trujillo - 1959
  • 138. Lupe Valdéz Barbosa – 3-22-59
  • 139. Marcelino Valdéz – 7-21-59
  • 140. Antonio Valentín – 3-22-59
  • 141. Manuel Vázquez-3-22-59
  • 142. Sergio Vázquez-5-29-59
  • 143. Verdecia - 1959
  • 144. Dámaso Zayas -7-23-59
  • 145. José Alvarado -4-22-59
  • 146. Leonoardo Baró- 1-12-59
  • 147. Raúl Concepción Lima - 1959
  • 148. Eladio Caro – 1-4-59
  • 149. Carpintor - 1959
  • 150. Carlos Corvo Martíenz - 1959
  • 151. Juan Guillermo Cossío - 1959
  • 152. Corporal Ortega – 7-11-59
  • 153. Juan Manuel Prieto - 1959
  • 154. Antonio Valdéz Mena – 5-11-59
  • 155. Esteban Lastra – 1-59
  • 156. Juan Felipe Cruz Serafín-6-59**
  • 157. Bonifacio Grasso – 7-59
  • 158. Feliciano Almenares – 12-8-59
  • 159. Antonio Blanco Navarro – 12-10-59**
  • 160. Albeto Carola – 6-5-59
  • 161. Evaristo Guerra- 2-8-59
  • 162. Cristobal Martínez – 1-16-59
  • 163. Pedro Rodríguez – 1-10-59
  • 164. Francisco Trujillo- 2-18-59
** Che ordenou a execução, mas ela se efetivou depois que ele havia deixado o comando
O New York Times da época noticiou outras 15 execuções, mas se desconhecem os nomes das vítimas. Cuba, no entanto, é um país amigo dos revanchistas brasileiros, como sabem.
Estas informações estão no livro Cuba: El costo humano de la revolución social, de Armando Armando Lago e no Archivo cuba: www.CubaArchive.org, uma iniciativa da FREE SOCIETY PROJECT Autoriza-se sua reprodução desde que se informe a procedência.

O AMIGO DOS PETISTAS REVANCHISTAS VEM AÍ

Os filocubanos Tarso Genro e Paulo Vannuchi querem revogar a Lei da Anistia no Brasil — mas apenas para aqueles que consideram seus inimigos, como está demonstrado. Pois bem. A manifestação mais virulenta da dupla se tornou pública ontem, num confronto com a Advocacia Geral da União. E ontem foi um dia especial porque Lulovsky Apedeutakoba esteve com o facínora Raúl Castro, o braço operativo e homicida do irmão, Fidel Castro.
Lula quer que o Brasil e os brasileiros invistam maciçamente na ilha. Ou aquilo ainda acaba virando uma democracia...
Cuba, vocês sabem, é uma ilha dividida em duas prisões: uma com comida — em Guantánamo — e outra sem comida: a de Fidel e Raúl Castro. Há certamente menos anêmicos entre os terroristas detidos na base militar americana do que nas ruas de Havana.
Mas e a foto? (esta é a foto acima) Aquele valente que vocês vêem vendando o prisioneiro antes da execução é Raúl Castro, que Lula convidou para vir ao Brasil, o que o assassino deverá fazer. Será recebido com todas as honras devidas a um chefe de estado — e as adicionais, que o petismo oferece aos porcos fedorentos do continente. Recendem a cadaverina. É uma colaboração de querido Álvaro Junqueira, leitor deste blog.

domingo, 9 de outubro de 2011

Toda piada será castigada (?)

Quem leu O nome da rosa, de Umberto Eco, lembra-se de uma interessante discussão entre o protagonista do romance, o frade franciscano Guilherme de Baskerville, e Jorge de Burgos, monge bibliotecário do mosteiro beneditino onde se desenrola a maior parte da trama; discussão essa em que o tema central era nada menos que a natureza do riso. Seria o riso algo intrinsecamente bom ou maligno? O debate interessa em parte porque remete ao curioso clima de paranoia que imperava sob o obscurantismo medieval, quando crenças místico-religiosas tendiam a dominar e a limitar o livre exercício da razão e do próprio expressar-se individual ou coletivo. Naqueles tempos, a que alguns deram o controverso rótulo de “Idade das Trevas”, confrontar o dogmatismo religioso cristão com proposições mais objetivas, racionais ou científicas poderia simplesmente custar a vida de quem se atrevesse a tanto. Até porque questionar a fé era um dos maiores pecados em que então se poderia incorrer. E, na Baixa Idade Média, o fato era que os pecados estavam por toda parte, assombrando a mente de todos, de uma forma ou de outra. E era por medo de pecar que muitos tinham receio de rir. LEIA MAIS…

O palestrante mais caro do mundo!

Lula Já deve R$ 2 milhões ao IR.
O palestrante internacional Luiz Inácio Lula da Silva pagará seu preço por posar de conferencista financiado por banqueiros mundo afora. Com base nas quinze palestras realizadas até agosto, cachê médio de US$ 300 mil, Lula já deve à Receita Federal mais de R$ 1,9 milhão de Imposto de Renda. O valor vai passar de R$ 2 milhões com os eventos confirmados até dezembro. Seu faturamento beira os R$ 7,1 milhões.

Céu é o limite
Ao posar com becas e diploma de doutor honoris causa, Lula esconde dos anfitriões o que o levou até ali: os jatinhos de empreiteiros amigos.

Pagou, levou
Em palestra recente, Lula surpreendeu os contratantes: exigiu uma lancha para passear e uísque Blue Label, de 200 dólares a garrafa.

Cidadão do mundo
Lula tem mais de cem convites aceitos para doutor honoris causa. Gilberto Carvalho, seu eterno secretário particular, cuidou de tudo.

Sonhar pode
Lula não esconde o sonho de ganhar o Prêmio Nobel da Paz, lançando seu instituto na África, onde empreiteiros amigos ganham milhões.

PS - O pinguço está delirando. O prêmio mais apropriado a esse senhor é o de agitador do terrorismo. Ele nunca pensou em PAZ, e muito menos, fez alguma coisa alguma em prol da humanidade. Os fabricantes de bebida alcoólica lhe devem um prêmio devido sua resistência. Nada de cirrose. Saúde perfeita. Seria a palestra perfeita aos alcoólicos do mundo, como beber e ganhar fortunas com a tagarelice imbecilizada.

Liberdade religiosa ou condescendência com a burrice?

Conta a história das ideias que ao longo dos debates do século XVIII na França, a respeito do mundo que poderia emergir a partir do movimento do Enciclopedismo, os filósofos franceses Diderot e Voltaire conversavam sobre o futuro da religião, investigando se esta poderia ou não ser abolida. Diderot defendia uma postura radicalmente materialista.

Para ele, era possível uma moral completamente laica e, portanto, não se fazia necessária a manutenção da religião. Voltaire concordava com ele, contanto que tal moral laica ficasse apenas para os intelectuais. Para as massas populares nada escolarizadas ou pouco escolarizadas, Voltaire aconselhava que os códigos ético-morais fossem ainda os religiosos. Voltaire não acreditava que as leis morais pudessem ser cumpridas pela população se elas fossem ensinadas como não vindo de entidades divinas.

Esse debate não é mais o nosso, mas vivemos, ainda, sob a esteira de seus dividendos. Uma boa parte dos intelectuais liberais mais sofisticados não possui nenhuma prática religiosa. Eles conduzem suas vidas segundo uma moral laica, em geral pragmática. São pessoas que, como eu próprio, não precisam se colocar nem como ateus e nem como crentes religiosos. São aqueles que notaram que a frase “Deus está morto”, de Nietzsche, era uma consequência natural da estocada positivista contra a busca do absoluto, ou seja, contra o que havia restado de movimento metafísico após o ataque de David Hume. Mas uma boa parte da nossa sociedade se move eticamente a partir de preceitos religiosos. Entre estes, havia até pouco tempo dois tipos de pessoas: aqueles que absorviam a ética cristã, principalmente a criada a partir da Igreja de Paulo, independentemente dela ser ou não religiosa, ou seja, sagrada; e aqueles que a absorviam a partir do que entendiam como sendo o seu caráter sagrado.  Mas, agora, há uma nova forma de entrelaçamento entre ética e religião, aquela nascida do crescimento das igrejas evangélicas entre nós e, como reação a isto, o aparecimento de correntes altamente conservadoras na Igreja Católica. Um novo tipo de brasileiro tem emergido entre nós, a partir dessa situação que passou a vingar principalmente no final dos anos oitenta.

Esse terceiro grupo de pessoas não possui nenhuma ética organizada. Eles não sabem o que é o certo e o que é errado a partir de uma relação entre suas faculdades racionais e determinados códigos éticos, laicos ou religiosos. Eles se movem por regras simples de uma pseudo-ética. E então são presas fáceis de outra pseudo-ética, a das igrejas. Essa falsa ética ou pseudo-ética, no Brasil, lhes é dada por pequenos preceitos supérfluos, criados no interior do movimento de proliferação de igrejas dos anos noventa e de agora. É onde essas pessoas um tanto perdidas encontram uma certa “comunidade” que as acolhe e lhes dá uma mínima “visão de mundo”, que lhe dá algo que parece um sentido para suas vidas mentais até então simplórias ou apenas desorganizadas.

Uma ética e uma moral se consubstanciam, no limite, em conjuntos de apontamentos sobre o que é interessante fazer e o que é inútil ou nocivo de levar adiante. Ou seja, trata-se do ethos de um povo transformado em código de conduta explícito, fácil de ser absorvido pelas crianças, relembrado pelos adultos e ensinado aos estrangeiros. Todavia, isso não pode ser aplicado pelas igrejas, uma vez que isso afastaria a população dos templos — antes somente os dos evangélicos, agora também os dos católicos. Na competição para arrecadar almas pagantes ou almas que pela presença conferem poder ao pastor (que ele pode reverter em poder político e financeiro), as igrejas perceberam que precisam criar um sistema facilitador em relação às proibições. Eis um exemplo: não se pode condenar um fiel que vende um terreno para outro fiel pelo dobro do preço que vale, pois esta é a regra geral pela qual todos vivem ali na “comunidade”, então, pode-se substituir essa proibição por uma como “não dizer palavrões”. Outro exemplo: não se pode condenar um fiel por ele não ter nenhuma piedade com um mendigo na frente da igreja, pois na comunidade ninguém pode parar a vida para cuidar dos que estão na rua (repare como os “crentes” têm ficado endurecidos de coração, como os católicos já foram acusados disso), então pode-se substituir tal condenação por uma aleatória, a de ter faltado no culto do dia X ou Y. As regras de uma conduta ético moral ligada à religião, no caso, a cristã, são substituídas por regras de cada igreja, segundo um sistema de proibições rígido, porém irracional e baseado apenas na necessidade de que se tenha, ainda, algo que é dito que “não pode”. Sobra da religião não o “pode isto e não pode aquilo”, da doutrina que, por sua vez, estaria fundada numa filosofia e numa teologia, e sim o “não pode aquilo”, mas “aquilo” é apenas algo sem sentido.

É claro que tudo isso é ajudado por outros mecanismos, principalmente o atrativo do “milagre”, da “cura imediata” ou da “salvação” que, enfim, não é a salvação contra o Mal, e sim a salvação financeira ou o desemprego ou a falta de sorte etc. Ou seja, o Mal se traduz em males da cada um, em um sentido moral bem empobrecido. O pastor promete dar ao fiel não um Deus ou um Jesus ou coisa parecida, nos cânones do cristianismo que conhecíamos antes dos anos noventa. Ele promete dar um Mágico, alguém do Além que pode ser chamado, a qualquer momento, para resolver problemas cotidianos. O azar na vida é coisa mostrada como produto de uma entidade denominada “Demônio”. A sorte pode ser restabelecida pela fé, uma fé esvaziada de religiosidade, ou seja, algo que se faz sentir a partir do pronunciamento de palavras do tipo “Sangue de Jesus tem poder”, exatamente como Mandrake poderia dizer “Abracadabra”. Isso quando não é o caso do pastor, na própria igreja transformada em picadeiro de circo, fazer uns movimentos físicos para dominar o Tinhoso! Esse tipo de prática, semelhante a um resto de neopaganismo de tipo bárbaro, agora atinge não só evangélicos, mas católicos e espíritas que começam a se sentir atraídos para o mundo da completa incapacidade de se adaptar a uma mentalidade científica. Mas se engana aquele que acredita que isso agarra somente os desescolarizados no Brasil de hoje. Há muitas pessoas nas universidades “pensando” dessa maneira.

Volto a Diderot e Voltaire. Este, quando dizia que a religião deveria ser mantida mesmo num mundo reconstruído pelo Iluminismo, imaginava que a religião cristã poderia se limitar aos cânones de sofisticação teológica que havia alcançado. Isso implicava, então, a manutenção da completa transcendência de Deus. Desse modo, Deus ou Jesus ou qualquer coisa parecida com entidades divinas, estaria em contato com os homens por meio de rituais privados, ouvindo os homens. Caso houvesse qualquer intervenção divina no mundo dos homens, tal intervenção seria “filtrada” pela alma humana que, então, ao lembrar-se dos exemplos das entidades divinas (por exemplo, a vida de Jesus ou dos santos etc.), inspiraria atos mentais, de caráter intelectual e moral. Mas não foi assim que as coisas evoluíram em nossos tempos recentes. No movimento de proliferação de igrejas dos anos noventa, e que continua agora mais forte que nunca, ninguém é “tocado” pela inspiração dessa maneira. Todos são tocados de modo mágico. Entidades tais como Deus, Jesus ou o Demônio, atacam diretamente a Terra, interferindo nas relações causais, ou seja, quebrando a ordem natural (mandando a Física, a Biologia etc às favas). O que antes se chamava de milagre — em relação ao qual a Igreja Católica criava todo um processo enorme de investigação para conceder fé — agora se tornou possível para qualquer corretor de imóveis sem registro ou vendedor de carnê do Baú, que pode colocar um terno surrado e virar pastor ao carregar embaixo do braço um negócio que ele chama de Bíblia. E os “abracadabras” correm o país. Não há nada menos religioso que isso. Mas é isto que domina a juventude brasileira e, pasmem, já domina também boa parte de nosso professorado na escola básica.

Nós não vamos tornar o Brasil um bom lugar de viver deixando nossas crianças nas mãos desse tipo de gente, com essa mentalidade. Estamos dando diplomas de professores, na universidade pública, para pessoas que não pensam de maneira racional. Elas são cativas dessas igrejas. Logo teremos uma mentalidade mística em cargos importantes da República. Gente incapaz de entender como funciona mecanismos de inflação ou como que é possível evitar a dengue. Será difícil fazer do país uma grande nação com esse tipo de mão de obra, completamente imbecilizada. Estamos confundindo liberdade religiosa com condescendência à burrice. Temo que paguemos todos, de modo drástico, por esse nosso descuido. Esse descuido de nossas universidades para com a evolução da barbárie embaixo de nossos narizes.


Paulo Ghiraldelli Jr., filósofo, escritor e professor da UFRRJ.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Deus criou a Mulher de que osso mesmo?

Comentário publicado no periódico científico American Journal of Medical Genetics:

“Outra condição genética, afetando 100% dos machos humanos, é a falta congênita de um báculo. Enquanto a maior parte dos mamíferos (incluindo espécies comuns como cachorros e ratos) e boa parte dos outros primatas (com a exceção de macacos-aranha) têm um osso no pênis, machos humanos não o possuem e precisam contar com a hidráulica de fluidos para manter ereções. O báculo de um grande cachorro pode ter 10cm de comprimento x 1,3cm de espessura x 1cm de grossura… Báculos humanos já foram relatados, comumente em associação a outras doenças congênitas ou anormalidades do pênis.

Uma das histórias de criação no Gênesis pode ser um mito explicatório onde a Bíblia tenta encontrar uma causa para a qual os machos humanos não possuam este osso particular.  Nossa opinião é que Adão não perdeu uma costela na criação de Eva. Qualquer israelita na Antiguidade (ou, se for assim, qualquer criança) deve saber que há um número igual (e par) de costelas tanto em homens quanto em mulheres. Mais do que isso, costelas não possuem qualquer capacidade generativa. Acreditamos que é muito mais provável que o báculo de Adão tenha sido removido para criar Eva. Isto explicaria por quê machos humanos, de todos os primatas e a maior parte de outros mamíferos, não possuem esse osso. O substantivo hebraico traduzido como “costela”, tzela (tzade, lamed, ayin), pode de fato significar uma costela. Também pode significar a costela de uma colina (2 Samuel 16:13), as câmaras laterais (englobando o templo como costelas, como em 1 Reis 6:5,6) ou apoiando colunas de árvores, como cedros ou abetos, ou as tábuas em prédios e portas (1 Reis 6:15,16).

Assim, a palavra poderia ter sido usada para indicar uma viga estrutural de apoio. Curiosamente, o hebraico bíblico, ao contrário do hebraico rabínico posterior, não possuía termo técnico para o pênis e se referia a ele por várias circumlocuções. Quando traduzido ao grego, algum tempo ao redor do segundo século antes da era cristã, os tradutores usaram a palavra pleura, que significa “lado”, e conotaria uma costela do corpo (como o termo médico pleura ainda o faz). Esta tradução, sacralizada no Septuaginta, a bíblia grega da igreja antiga, fixou o significado para a maior parte da civilização ocidental, ainda que o hebraico não fosse tão específico.

Além disso, o Gênesis 2:21 contém outro detalhe etiológico: “O Senhor Deus fechou a carne“. Este detalhe explicaria o peculiar sinal visível no pênis e escroto dos machos humanos — o rafé. No pênis e escroto humanos, as extremidades das dobras urogenitais se unem ao longo do sinus urogenital (dobra urogenital) formando uma marca, o rafé. Se esta marca não se forma, hipospadias das glândulas, pênis e escroto podem resultar. A origem desta marca na genitália externa seria “explicada” pela história do fechamento da carne de Adão. Novamente, o ferimento associado com a criação de Eva é conectado com o pênis de Adão, e não sua costela.

Uma costela não possui potência particular nem é associado mitológica ou simbolicamente com qualquer ato humano de geração. Desnecessário dizer, o pênis sempre esteve associado com a geração, na prática, na mitologia e na imaginação popular. Portanto, o uso literal, metafórico e eufemístico da palavra tzela torna o báculo um bom candidato para o osso singular tomado de Adão para criar Eva.”

[Gilbert SF, Zevit Z., Congenital human baculum deficiency: the generative bone of Genesis 2:21-23., Am J Med Genet. 2001 Jul 1;101(3):284-5. - via NCBI ROFL]
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