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terça-feira, 25 de outubro de 2011

Escândalo no Esporte: Dilma é burra ou tem medo?

Tudo bem que a treta no Ministério dos Esportes é uma tremenda sinuca de bico para Dilma Rousseff, mas a opção por manter o ministro foi das medidas mais politicamente desastrosas dos últimos tempos. E burra, de fato, considerando a nota divulgada pela Presidência da República.
Seguem trechos:
…o governo “não condena ninguém sem provas e parte do princípio civilizatório da presunção da inocência” (…) Na reunião, o ministro informou à presidenta que tomou todas as medidas para corrigir e punir malfeitos, ressarcir os cofres públicos e aperfeiçoar os mecanismos de controle do Ministério do Esporte” (grifos nossos)
Numa só tacada, ela conseguiu: a) confirmar que TODOS OS OUTROS QUATRO MINISTROS FORAM AFINAL AFASTADOS PORQUE HAVIA PROVAS; b) confirmar, também, que há “malfeitos” no Ministério dos Esportes, até mesmo ensejando o ressarcimento dos cofres públicos.
Hm… “Malfeitos”? Eufemismo para corrupção, para crime praticado no exercício da administração pública? Ou foi alguma parede que levantaram e ficou meio torta?
A Presidente não parece ser uma pessoa burra. E provas já existem, são fartas. Aqui falamos disso, e agora surge outra bomba: ofícios do Ministério dos Esportes enviados para a PM. Num, atacam o acusador; noutro, dizem que era para esquecer o primeiro ofício – depois de pressão feita por ele junto ao ministério.
Cedo ou tarde – aparentemente BEM cedo – Dilma terá que demitir o Ministro. A batata de Agnelo Queiroz já se encontra a caminho da assadeira, Orlando Silva já tem contra si as tais provas que tanto queriam.
Dilma não mexerá com o “partido errado”? Daí não seria burrice, mas medo. E esse tipo de temor só teria uma justificativa, bem pouco abonadora. A militância governista online, por exemplo, comemora a manutenção do ministro. Com todos os fatos e provas, é mais do que óbvio que ele cairá, não se trata de fazer torcida, mas de uma obviedade.
Se chamam a presidente de “forte” por manter o ministro que “é brasil”, depois de demiti-lo ela será “fraca” e “contra o brasil”? Vale aguardar…

Escândalo no Esporte: a sinuca de Dilma

Orlando Silva, Ministro dos Esportes, é do PCdoB, partido acusado de ser o maior beneficiário das verbas desviadas (por meio de ONGs). Parece simples e fácil, para Dilma, demitir o ministro. Mas não é BEM assim, afinal, antes dele quem ocupava a pasta era Agnelo Queiroz, atualmente mudo sobre o caso, mas cujo nome vem sendo citado várias vezes. Agnelo é governador do DF e filiado ao PT.
Demitir Orlando Silva, que parecia algo até mesmo óbvio, não é tarefa politicamente fácil para a Presidente. E isso não apenas pelo fato de que seria o enésimo ministro a cair em menos de um ano de gestão, mas por dois fatos ainda mais graves (para este caso): todas as irregularidades apontadas estão vinculadas a vários escalões da pasta e, claro, antes de Orlando havia o petista Agnelo.
Todos que se vêem com a corda no pescoço já deixaram claríssimo que não cairão sozinhos. Uma presidenta presidiria, uma gerenta gerenciaria, uma faxineira faxinaria…
Mas o que fará Dilma?

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Orlando Silva pagou R$ 370 mil à vista por terreno em Campinas

 Coletiva com João Dias Ferreira



Em agosto de 2010, Orlando Silva Júnior comprou, por R$ 370 mil, um terreno no distrito de Sousas, em Campinas (SP). Silva, que é ministro do Esporte desde 2006 e recebia à época da compra R$ 10.748.43 mensais, pagou o terreno à vista usando um cheque administrativo.
A informação abaixo é de Silvio Navarro e está na edição de hoje (19) da Folha de São Paulo. Comentários (e cálculos) após a reportagem:
O ministro do Esporte, Orlando Silva, comprou com um cheque de R$ 370 mil um terreno em um condomínio nobre de Campinas (SP), onde constrói uma casa.
A aquisição ocorreu em 8 de agosto do ano passado. Silva é desde 2006 ministro do Esporte, cujo salário até 2010 era de R$ 10,7 mil.

O condomínio onde é erguida a casa possui um pesqueiro e está ladeado por fazendas. Segundo funcionários, uma engenheira é quem monitora as obras, em fase final de construção.
O ministro nega que seu imóvel faça parte do condomínio, mas os nomes dele e de sua mulher, Ana Petta, constam da lista de proprietários fixada na portaria. Para chegar ao local é preciso registrar-se no condomínio.

A mulher do ministro foi líder estudantil em Campinas e seu irmão, Gustavo Petta, é secretário de Esporte.
Filiado ao PC do B, Silva instalou uma placa com o número do partido, o 65.
Corretores de imóveis afirmaram que uma casa no local custa cerca de R$ 1 milhão,
mas que aquele terreno demorou para ser vendido devido à existência de um duto subterrâneo da Petrobras.
Segundo reportagem do portal UOL, técnicos da estatal visitaram os terrenos da região, que poderiam ser desapropriados, gerando possível lucro ao ministro.
A Petrobras afirmou que “não existe previsão de desapropriação de terrenos na área”. Em entrevista, o ministro disse que o imóvel é o único bem que possui.
“Corresponde ao valor das economias ao longo de toda a minha vida”
, declarou.
Reportagem aqui.

Comentário:

Não sabemos o que o ministro Orlando Silva faz nas horas vagas. O que conseguimos apurar é que de 95 até 97, o ministro  presidiu a UNE no Estado da Bahia. Após esse período, Silva fez parte da direção do PCdoB e, mais tarde, em 2003, ingressou no governo Lula. Primeiro como Secretário Nacional do Esporte, e depois Secretário-Executivo do Ministério do Esporte. As informações são do próprio ministério e estão disponíveis no portal “Vermelho” (conveniado ao PCdoB).
Se formos avaliar os rendimentos do ministro a partir do período em que esteve à frente do Ministério do Esporte, chegamos ao seguinte cálculo:

Salário mensal (2006 a 2010) = R$ 10.748, 43

4 anos = 48 meses

48 x 10.748,43 = 512.924,64

————————————————————————————-

Total sem impostos* = R$ 512.924,64


*Valor sem 13°, previdência social e eventuais benefícios
 
Como dissemos logo no início, não sabemos o que o ministro Orlando Silva faz – ou fazia – nas horas vagas, tampouco qual a sua situação econômica antes de chegar ao governo. O que sabemos é que, se formos avaliar unicamente o seu rendimento como ministro do Esporte, no período anterior à compra do terreno de R$ 370 mil, seus ganhos reais, tirando os impostos (aproximadamente 30% de IR), giravam em torno de R$ 360 mil. A compra foi feita em agosto, portanto, alguns meses antes de completar 4 anos à frente do ministério. Ah, um adendo importante: desses aproximados 360 mil, diminuam aí uns R$ 30 mil que ele devolveu aos cofres por ter confundido os cartões de crédito na hora de efetuar pagamentos pessoais.
É importante salientar que o cálculo foi feito a partir de dados públicos divulgados pela imprensa.
Orlando é advogado e assumiu o ministério com 34 anos. “Um dos ministros mais jovens da história do país”, como costumam sublinhar os camaradas do PCdoB. O que sabemos agora é que, além de ser um “jovem ministro”, é também um homem que sabe economizar.

PT prepara o lançamento de “patrulha virtual” e “manual do tuiteiro petista” para atacar a imprensa

O PT anunciou para os próximos dias a criação de uma “patrulha virtual”. O intuito é rebater as denúncias de corrupção veiculadas na imprensa. Como é praticamente impossível coibir os instintos e os desmandos da companheirada, a solução encontrada pelos dirigentes petistas foi atacar quem denuncia as falcatruas.
As informações abaixo estão na edição de hoje (18) da Folha de São Paulo. Voltamos nos comentários:
O PT vai montar uma “patrulha virtual” e treinar militantes para fazer propaganda e criticar a mídia em sites de notícias e redes sociais como Twitter e Facebook.
O partido quer promover cursos e editar um “manual do tuiteiro petista”, com táticas para a guerrilha na internet. A ideia é recrutar a tropa a tempo de atuar nas eleições municipais de 2012.
“Vamos espalhar núcleos de militantes virtuais por todo o país”, promete o petista Adolfo Pinheiro, 36, encarregado de apresentar um plano de ação amanhã ao presidente da legenda, Rui Falcão.
Os filiados serão treinados para repetir palavras de ordem e usar janelas de comentários de blogs e portais noticiosos para contestar notícias “negativas” contra o PT.
“Quando sai algo contra um governo petista, a mídia faz escândalo, dá página inteira no jornal. Temos que ir para cima”, diz Pinheiro.
“Nossa única recomendação é não partir para a baixaria e manter o nível do debate político”, afirma ele.
A criação dos chamados MAVs (núcleos de Militância em Ambientes Virtuais) foi decidida no 4º congresso do partido, em setembro.
O encontro foi marcado por ataques à imprensa e pela defesa da “regulamentação dos meios de comunicação”.
O militante à frente do projeto atuou na campanha de Aloizio Mercadante ao governo paulista em 2010.
No mês passado, tentou articular um ato contra a revista “Veja” após a publicação de reportagem sobre o ex-ministro José Dirceu.
Íntegra aqui.

Comentário:

O que o PT acaba de anunciar já vinha sendo executado há tempos na internet. Basta ver a área de comentários dos grandes portais para perceber um certo padrão nas respostas.
Nas chamadas “redes sociais”, a estratégia até agora parece não ter dado muito certo para os petistas. Na eleição passada, uma simpatizante do PT lançou um Tumblr (microblog) com o intuito de zombar do candidato tucano. A estratégia deu errada, e a autora acabou encerrando o site.
No Twitter, o episódio mais recente ocorreu no último domingo (16), quando militantes do PCdoB tentaram emplacar a tag #SouOrlandoSouBrasil. O objetivo óbvio era defender o ministro do Esporte, Orlando Silva, das denúncias publicadas no fim de semana. No entanto, quem pesquisava os resultados gerados pela tag poderia ler mensagens não muito abonadoras a respeito do ministro misturadas com mensagens de militantes do PCdoB.
Como se percebe, o expediente não é novo. A diferença é que agora o PT resolveu oficializar a prática e, para desespero de alguns militantes não remunerados, colocar até os comentaristas que realmente acreditam nas boas intenções do partido sob suspeição. Afinal, quem garantirá que eles não estarão a serviço do MAVs ?
Em tempo, quem pagará a conta dessa brincadeira toda, hein?

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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Escândalo no Esporte: Por enquanto a “faxineira” Dilma prefere esperar a sujeira invadir seu gabinete

Conforme antecipamos ontem, uma nova crise se instaurou no governo Dilma. Desta vez no Ministério do Esporte. As denúncias têm um potencial destrutivo imprevisível.

Com a proximidade da Copa do Mundo e a série de dificuldades que o governo enfrenta para gerenciar as obras de infraestrutura, a presidente ainda avalia se é melhor manter um ministro sob suspeição ou demití-lo e tentar reestruturar a pasta. A gravidade da denúncia recomendaria o afastamento e uma investigação rigorosa mas, como tornou-se hábito na administração petista, outros fatores são levados em consideração antes da tomada de decisão. Nos comentários abaixo explicamos melhor quais são eles, por enquanto leiam o que informa a Folha de São Paulo:

Dois integrantes de um suposto esquema de desvio de recursos do Ministério do Esporte acusam o ministro Orlando Silva (PC do B) de participação direta nas fraudes, segundo reportagem publicada pela revista “Veja”.
O soldado da Polícia Militar do Distrito Federal João Dias Ferreira e seu funcionário Célio Soares Pereira disseram à revista que o ministro recebeu parte do dinheiro desviado pessoalmente na garagem do ministério.
Localizado ontem pela Folha, Pereira confirmou a acusação contra o ministro, mas recusou-se a dar entrevista. Segundo a “Veja”, Pereira descreveu assim a entrega, que teria ocorrido em 2008: “Eu recolhi o dinheiro com representantes de quatro entidades aqui do Distrito Federal que recebiam verba do [programa] Segundo Tempo e entreguei ao ministro, dentro da garagem, numa caixa de papelão. Eram maços de notas de 50 e 100 reais”.
Do México, onde acompanha o Pan-Americano, o ministro disse que a acusação é uma “fraude” e pediu à Polícia Federal que a investigue.
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou que conversou ontem com Silva por telefone e que determinará a abertura de inquérito no começo da semana.
O PC do B informou que, por solicitação do ministro, pedirá a antecipação de um depoimento que Silva daria à Comissão de Fiscalização da Câmara dos Deputados.
Segundo a Folha apurou, a reação do ministro agradou ao governo, que por ora não cogita substituí-lo.

Íntegra aqui (para assinantes)

Comentário:

Quem acompanha minimamente os escândalos na administração petista não deve se surpreender com o itinerário de ações do governo frente a casos de corrupção. Num primeiro momento, avalia-se o potencial que as denúncias tornadas públicas na imprensa têm de gerar desdobramentos.

Se as reportagens forem baseadas somente em depoimentos, ótimo para o governo. Mantém-se o servidor no cargo. Foi assim com as denúncias que ligaram Aloizio Mercadante ao esquema dos “aloprados”.

Quando há provas materiais e o envolvimento de um maior número de pessoas, a história é diferente. Neste caso, o governo se articula e busca informações sobre investigações em andamento. Caso perceba que elas serão capazes de fornecer pauta para a “mídia” durante um bom período, demite-se. Foi o que ocorreu com Antônio Palocci e Wagner Rossi, só pra citar alguns dos vários exemplos.

Salvo raras exceções, como o ocorrido com Alfredo Nascimento, onde a presidente Dilma aguardava uma justificativa para pedir a cabeça do então ministro dos Transportes, é esse o procedimento padrão. Sendo assim, não faz sentido empregar o termo “faxina”, já que em nenhum momento o governo preocupou-se em remover a sujeira de sua administração. Ao contrário, a preocupação sempre foi uma só, impedir que os detritos acumulados invadissem o saguão do Palácio do Planalto.

O aconselhável é que a presidente Dilma afaste o ministro Orlando Silva até o término das investigações. Não se trata de pré-julgamento, e sim de um ato de responsabilidade e zelo pelo bem público. Como qualquer cidadão, Silva dispõem da presunção de inocência, mesmo que seu histórico indique o contrário.

Via

domingo, 16 de outubro de 2011

O leão e os abutres que devoram a nação

Quem trabalhou durante o ano de 2010 e honestamente ganhou dinheiro, pagou imposto na fonte, agora precisa fazer o acerto de contas. Teoricamente, nada mais justo. Isso, se estes recursos realmente revertessem para benefícios.
Lamentavelmente, sabemos que um percentual exageradamente alto de tudo que o governo arrecada alimenta corrupção, é desviado para cofres particulares e sustenta uma monstruosa sinecura. Monstruosa nos dois sentidos, ou seja, da dimensão continental do Brasil e criminosa. O dinheiro que alimenta o monstro falta em escolas, na saúde, na segurança, na infraestrutura e em tudo que a Constituição do Brasil define como obrigações do Estado.
Mas a questão vai muito além de acertar contas com o leão que, cada vez mais esfomeado, devora o futuro de muitos brasileiros que mesmo ganhando pouco e vivendo com restrições são achacados e nem sabem disso.
O Brasil tem uma estrutura tributária indecente. São muitos tributos, tributos disfarçados de taxas, tributos em cascata e outras aberrações. Além disso, a legislação é um emaranhado de leis, decretos e resoluções que demanda toda uma estrutura de contabilidade e assessoria para manter a empresa em dia. Tudo isso tem custo e só serve para alavancar a corrupção.
O aspecto nebuloso de todo esse caos é que ao final, nenhum brasileiro imagina quanto realmente paga de imposto ao governo. O aspecto perverso, é que até o mendigo paga impostos.
Para melhor tentar entender quanto o leão toma para depois dividir entre o Brasil e os abutres, é preciso fazer uma engenharia reversa, já que garimpar números em sites oficiais é mais difícil do que extrair ouro de água.
Em 2010 o Brasil arrecadou aproximadamente R$ 1,270 trilhões.
De acordo com o IBGE a população do Brasil em 2010 era da ordem de 191 milhões de indivíduos.
Ou seja, em média, cada indivíduo pagou ao governo R$ 6.649,00. O número assusta, principalmente se o Brasil é um país no qual grande parte da população vive de salário mínio ou menos.
Se cada produto e serviço trouxesse no rótulo ou na nota quanto é pago de imposto, o povo talvez fosse mais exigente com políticos que pregam “tudo pelo social” mas mantém esta estrutura tributária indecente onde, proporcionalmente, quem paga mais impostos é o miserável.
Inacreditável? Sim, mas verdade.
Para entender a afirmativa, é necessário listar todos os impostos suportados direta ou indiretamente pelo brasileiro. Segue a lista, por ordem alfabética.
  • Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante – AFRMM - Lei 10.893/2004
  • Contribuição á Direção de Portos e Costas (DPC) - Lei 5.461/1968
  • Contribuição ao Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - FNDCT - Lei 10.168/2000
  • Contribuição ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), também chamado "Salário Educação" - Decreto 6.003/2006
  • Contribuição ao Funrural
  • Contribuição ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) - Lei 2.613/1955
  • Contribuição ao Seguro Acidente de Trabalho (SAT)
  • Contribuição ao Serviço Brasileiro de Apoio a Pequena Empresa (Sebrae) - Lei 8.029/1990
  • Contribuição ao Serviço Nacional de Aprendizado Comercial (SENAC) - Decreto-Lei 8.621/1946
  • Contribuição ao Serviço Nacional de Aprendizado dos Transportes (SENAT) - Lei 8.706/1993
  • Contribuição ao Serviço Nacional de Aprendizado Industrial (SENAI) - Lei 4.048/1942
  • Contribuição ao Serviço Nacional de Aprendizado Rural (SENAR) - Lei 8.315/1991
  • Contribuição ao Serviço Social da Indústria (SESI) - Lei 9.403/1946
  • Contribuição ao Serviço Social do Comércio (SESC) - Lei 9.853/1946
  • Contribuição ao Serviço Social do Cooperativismo (SESCOOP) - art. 9, I, da MP 1.715-2/1998
  • Contribuição ao Serviço Social dos Transportes (SEST) - Lei 8.706/1993
  • Contribuição Confederativa Laboral (dos empregados)
  • Contribuição Confederativa Patronal (das empresas)
  • Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico – CIDE Combustíveis - Lei 10.336/2001
  • Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico – CIDE Remessas Exterior - Lei 10.168/2000
  • Contribuição para a Assistência Social e Educacional aos Atletas Profissionais - FAAP - Decreto 6.297/2007
  • Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública - Emenda Constitucional 39/2002
  • Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional – CONDECINE - art. 32 da Medida Provisória 2228-1/2001 e Lei 10.454/2002
  • Contribuição para o Fomento da Radiodifusão Pública - art. 32 da Lei 11.652/2008.
  • Contribuição Sindical Laboral (não se confunde com a Contribuição Confederativa Laboral, vide comentários sobre a Contribuição Sindical Patronal)
  • Contribuição Sindical Patronal (não se confunde com a Contribuição Confederativa Patronal, já que a Contribuição Sindical Patronal é obrigatória, pelo artigo 578 da CLT, e a Confederativa foi instituída pelo art. 8, inciso IV, da Constituição Federal e é obrigatória em função da assembléia do Sindicato que a instituir para seus associados, independentemente da contribuição prevista na CLT)
  • Contribuição Social Adicional para Reposição das Perdas Inflacionárias do FGTS - Lei Complementar 110/2001
  • Contribuição Social para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS)
  • Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL)
  • Contribuições aos Órgãos de Fiscalização Profissional (OAB, CRC, CREA, CRECI, CORE, etc.)
  • Contribuições de Melhoria: asfalto, calçamento, esgoto, rede de água, rede de esgoto, etc.
  • Fundo Aeroviário (FAER) - Decreto Lei 1.305/1974
  • Fundo de Combate à Pobreza - art. 82 da EC 31/2000
  • Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (FISTEL) - Lei 5.070/1966 com novas disposições da Lei 9.472/1997
  • Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS)
  • Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (FUST) - art. 6 da Lei 9.998/2000
  • Fundo Especial de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento das Atividades de Fiscalização (Fundaf) - art.6 do Decreto-Lei 1.437/1975 e art. 10 da IN SRF 180/2002
  • Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel) - Lei 10.052/2000
  • Imposto s/Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS)
  • Imposto sobre a Exportação (IE)
  • Imposto sobre a Importação (II)
  • Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA)
  • Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU)
  • Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR)
  • Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza (IR - pessoa física e jurídica)
  • Imposto sobre Operações de Crédito (IOF)
  • Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS)
  • Imposto sobre Transmissão Bens Inter-Vivos (ITBI)
  • Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD)
  • INSS Autônomos e Empresários
  • INSS Empregados
  • INSS Patronal
  • IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados)
  • Programa de Integração Social (PIS) e Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP)
  • Taxa de Autorização do Trabalho Estrangeiro
  • Taxa de Avaliação in loco das Instituições de Educação e Cursos de Graduação - Lei 10.870/2004
  • Taxa de Classificação, Inspeção e Fiscalização de produtos animais e vegetais ou de consumo nas atividades agropecuárias - Decreto-Lei 1.899/1981
  • Taxa de Coleta de Lixo
  • Taxa de Combate a Incêndios
  • Taxa de Conservação e Limpeza Pública
  • Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental – TCFA - Lei 10.165/2000
  • Taxa de Controle e Fiscalização de Produtos Químicos - Lei 10.357/2001, art. 16
  • Taxa de Emissão de Documentos (níveis municipais, estaduais e federais)
  • Taxa de Fiscalização da Aviação Civil - TFAC - Lei 11.292/2006
  • Taxa de Fiscalização da Agência Nacional de Águas – ANA - art. 13 e 14 da MP 437/2008
  • Taxa de Fiscalização CVM (Comissão de Valores Mobiliários) - Lei 7.940/1989
  • Taxa de Fiscalização de Sorteios, Brindes ou Concursos - art. 50 da MP 2.158-35/2001
  • Taxa de Fiscalização de Vigilância Sanitária Lei 9.782/1999, art. 23
  • Taxa de Fiscalização dos Produtos Controlados pelo Exército Brasileiro - TFPC - Lei 10.834/2003
  • Taxa de Fiscalização dos Mercados de Seguro e Resseguro, de Capitalização e de Previdência Complementar Aberta - art. 48 a 59 da Lei 12.249/2010
  • Taxa de Licenciamento Anual de Veículo
  • Taxa de Licenciamento, Controle e Fiscalização de Materiais Nucleares e Radioativos e suas instalações - Lei 9.765/1998
  • Taxa de Licenciamento para Funcionamento e Alvará Municipal
  • Taxa de Pesquisa Mineral DNPM - Portaria Ministerial 503/1999
  • Taxa de Serviços Administrativos – TSA – Zona Franca de Manaus - Lei 9.960/2000
  • Taxa de Serviços Metrológicos - art. 11 da Lei 9.933/1999
  • Taxas ao Conselho Nacional de Petróleo (CNP)
  • Taxa de Outorga e Fiscalização - Energia Elétrica - art. 11, inciso I, e artigos 12 e 13, da Lei 9.427/1996
  • Taxa de Outorga - Rádios Comunitárias - art. 24 da Lei 9.612/1998 e nos art. 7 e 42 do Decreto 2.615/1998
  • Taxa de Outorga - Serviços de Transportes Terrestres e Aquaviários - art. 77, incisos II e III, a art. 97, IV, da Lei 10.233/2001
  • Taxas de Saúde Suplementar - ANS - Lei 9.961/2000, art. 18
  • Taxa de Utilização do SISCOMEX - art. 13 da IN 680/2006.
  • Taxa de Utilização do MERCANTE - Decreto 5.324/2004
  • Taxas do Registro do Comércio (Juntas Comerciais)
  • Taxa Processual Conselho Administrativo de Defesa Econômica - CADE - Lei 9.718/1998
É praticamente impossível rastrear todas estas contas, para saber quanto cada uma arrecadou e pior, o que foi feito com os recursos.
Nos sindicatos por exemplo, é sabido que o dinheiro alimenta viagens, banquetes e mordomias de membros das diretorias, amigos e amigos dos amigos (nenhuma analogia com a fação criminosa ADA).
Nas casas legislativas nosso dinheiro financia férias, mordomias e transforma palhaços e idiotas em milionários.
No executivo e judiciário a gastança também é desmesurada.
Como se tudo isso não fosse indecente o suficiente, ainda há dinheiro circulando em malas.
Mas da lista de 85 tributos, taxas, contribuições e extorsões a Associação Comercial de São Paulo escolheu 18 mais representativos e mantém uma apuração diária no “Impostômetro”.
A tabela que segue apresenta os 18 mais significativos, com a estimativa de receita de cada uma das fontes de arrecadação.
Com toda certeza, a questão mais perversa do sistema tributário brasileiro é a sobrecarrega das classes mais pobres.
Quando um mendigo que sobrevive de esmolas e com dificuldade consegue R$ 500,00 por mês, compra pão, alimentos, remédios e o que quer que seja, está pagando uma série destes tributos embutidos em cascata no produto.
Nas famílias de classe média e baixa, a situação ainda é mais perversa, pois estas pagam IPTU e outros tributos que somados, muitas vezes representam mais de seis mêses de trabalho. Ou seja, as classes menos favorecidas acabam arcando indiretamente com uma carga tributária da ordem de 50% da renda.
Na prática como muitos tributos incidem em cascata ao longo do processo de fabricação e comercialização, não se consegue saber ao certo quanto de imposto está embutido no produto ou serviço.
O exemplo do pão, um alimento essencial, ilustra bem a estrutura tributária.
Atualmente a alíquota de ICMS sobre o pão é de 7%. Se um kg de pão custa R$ 8,00, supõe-se que R$ 0,56 seja imposto.
Mas o insumo principal do pão é o trigo. Desde o plantio do mesmo até a comercialização final do pão existem 5 etapas que geram tributos em cascata como PIS, COFINS e INSS. Além disso, em cada etapa agregam-se outros produtos e serviços que por sua vez também são tributados.
A produção do pão tem inicio pelas mãos do agricultor que compra insumos e prepara a terra. Depois o trigo vai para moagem, comercialização e panificação. Em cada uma destas etapas incidem PIS, COFINS e INSS. Finalmente o pão vai para o comércio varejista onde novamente incidem PIS, COFINS e INSS, adicionado de ICMS.
O consumidor que imagina estar pagando 7% de tributos na realidade está pagando impostos em cascata que elevam a alíquota final do pão a aproximadamente 17,5 %.
Daí a afirmação que a estrutura tributária do Brasil, além de caótica é extremamente injusta.
Difícil é entender, como um governo que se diz "socialista"e defensor dos pobres, ainda quer recriar a famigerada CPMF - Contribuição Provisória Sobre Movimentação Financeira.
Com o mundo competitivo no qual vivemos atualmente, o Brasil presica de uma gigantesca reforma que abrage o sistema tributário, a legislação trabalhista, o enxugamento do Estado e talvez o mais importante, o fim da corrupção endêmica.
Enquanto nada disso for levado a sério, o povo será cada vez mais vítima do leão e dos abutres.

Patifaria: Orlando Silva e seu bando têm de cair fora do ministério que virou covil do PCdoB

Pilhado em flagrante de novo, agora chapinhando no pântano do programa Segundo Tempo, o ministro Orlando Silva tentou trocar a pose de cartola a serviço da nação em Guadalajara pela fantasia de voluntário da pátria gravemente ofendido. “Confesso que eu estou chocado”, caprichou o canastrão vocacional ao saber das denúncias publicadas na edição de VEJA que acaba de chegar às bancas. “Estou estupefato, perplexo. Um bandido fala e eu que tenho que provar que não fiz, meu Deus?”. A fala decorada às pressas foi desmentida pela voz de quem deve, pela cara de culpa e pelas duas palavras finais: um comunista que invoca Deus quando o emprego está em perigo é tão confiável quanto um ministro que compra tapioca com cartão corporativo.

De todo modo, é compreensível que qualifique de bandido o companheiro do PCdoB que até recentemente era contemplado por verbas milionárias e audiências no Ministério do Esporte. Orlando Silva sabe que, no momento, cavalga o quinto andar da procissão dos condenados ao despejo. Não por vontade de Dilma Rousseff, que é só um codinome de Lula. Vai perder a boca no primeiro escalão por exigência dos milhões de brasileiros fartos de tanta ladroagem impune. Há limites para tudo.

Há limites também para a farsa encenada há quase nove anos. Um texto aqui publicado em março registrou que, no balanço dos dois mandatos que Lula registrou em cartório, a enxurrada de deslumbramentos do Segundo Tempo inunda quatro das 2.200 páginas divididas. Lançado em 24 de novembro de 2003 pelo Ministério do Esporte, bate no peito o parágrafo de abertura, o programa “visa democratizar o acesso à prática e à cultura do esporte de forma a promover o desenvolvimento integral da criança, do adolescente e do jovem, como fator de formação da cidadania e de melhoria da qualidade de vida, prioritariamente daqueles que se encontram em áreas de vulnerabilidade social”.
Entre outros embustes superlativos, o palavrório que vai da página 345 à 349 jura que “o Programa Segundo Tempo, desde a sua criação, permitiu 3.852.345 atendimentos de crianças, adolescentes e jovens”. Essas cifras de matar de inveja um dinamarquês não teriam sido alcançadas sem “a capacitação e qualificação de 9.246 profissionais entre coordenadores, professores, agentes formadores e gestores de esporte e lazer”. Magnânimo, o fundador do Brasil Maravilha divide a façanha com alguns parceiros.

“Foi por meio da celebração de convênios com governos estaduais, municipais e organizações não governamentais (ONGs), e de parcerias com outros ministérios, que se alcançaram, a partir de 2005, mais de 1 milhão de atendimentos anuais, considerando-se os convênios anuais e plurianuais. Isso foi possível em função do crescimento exponencial do orçamento do Programa Segundo Tempo, que iniciou (sic) com R$ 24 milhões em 2003 e alcançou R$ 207.887 milhões em 2010”.

Estelionato eleitoreiro é isso aí, atestam as incontáveis gatunagens da quadrilha que controla o programa nascido e criado para servir ao Partido Comunista do Brasil, premiado com o Ministério do Esporte no primeiro dia da Era Lula. Só em 2010, pelo menos R$ 69,4 milhões foram parar nos caixas de 42 ONGs e entidades de fachada controladas pelo PCdoB. O Estadão descobriu, por exemplo, que uma ONG explorada pelo partido em Santa Catarina resolveu importar merendas de Tanguá, no Rio de Janeiro. A empresa presenteada com a encomenda no valor de R$ 4,6 milhões tem um funcionário só, cujo nome o dono ignora, prospera num galpão abandonado há quatro anos e jamais produziu uma única e mísera merenda.

No Distrito Federal, 3,2 mil crianças continuam à espera dos 32 núcleos prometidos pelo convênio entre o ministério e outra ONG de estimação. Em Teresina, o que deveria ser uma quadra é um matagal onde os iludidos pelo Segundo Tempo tentam jogar futebol e vôlei improvisando traves e redes com tijolos, bambus e muita imaginação. A logomarca do programa num muro garante que aquilo é um núcleo esportivo. É só a prova de mais uma negociata que irrigou com R$ 4,2 milhões outra entidade a serviço do PCdoB.

“Vamos apurar todas as denúncias”, recita Orlando Silva depois de cada escândalo. “Vou processar o acusador”, acaba de declamar em Guadalara. Vai coisa nenhuma. Pecador não apura; é investigado. Delinquente não processa; é processado. As patifarias do Segundo tempo são apenas mais um tópico que inclui, entre outros espantos, os R$ 4 bilhões enterrados no Pan-2007 (veja o texto na seção Vale Reprise). O ministro meteu-se num beco sem saída. Se não soube de nada, é inepto. Se soube, é corrupto. Em qualquer hipótese, não pode continuar no cargo. Tem de ser imediatamente afastado das cercanias dos cofres onde correm perigo os bilhões da Copa de 2014 e da Olimpíada de 2016.

Dois dias depois da descoberta de que o Ministério do Esporte anda roubando até crianças, Orlando Silva apareceu em São Paulo para discorrer sobre obras em aeroportos e estádios em construção. O craque das jogadas ilegais sonha com lances ainda mais ousados. No Brasil em adiantado estado de decomposição moral, os crimes já são anunciados com alguns anos de antecedência. Se corrupção desse cadeia, a população carcerária não caberia numa Bolívia. Mas sempre há lugar para um Orlando Silva.

No primeiro escalão é que não pode haver lugar para uma figura dessas. Lula, que o transformou em ministro em 2006, sabe muito bem com quem continua lidando. Dilma Rousseff também conhece bastante o parceiro que chama de “Orlandinho”. Diga o que disser o protetor de bandidos companheiros, queira ou não queira a coiteira dos afilhados do chefe, Orlando Silva e seu bando têm de cair fora do gabinete que virou covil do PCdoB. Já.

Copa: Obras engatinham e ninguém sabe quanto o mundial vai custar

 
A menos de três anos do início da Copa-2014, diversas obras de infraestrutura ainda nem começaram e o governo não tem uma estimativa do custo do evento para os cofres públicos. Matéria do Estadão:
A Copa do Mundo no Brasil vai tomar forma na quinta-feira, quando a Fifa divulgará o calendário com datas, locais e horários dos jogos. No dia 30, completam-se quatro anos que o País foi anunciado como sede da competição. Desde então, algumas coisas foram feitas, mas há muito por fazer. Os estádios ficarão prontos a tempo. O mesmo não se pode garantir em relação aos aeroportos e às 49 obras de mobilidade urbana ligadas à Copa. “Certeza” absoluta, só uma: ninguém sabe quanto ficará a conta da empreitada.
No último balanço divulgado pelo governo federal, em setembro, o custo da Copa, considerando-se o dinheiro a ser investido em estádios, portos e aeroportos e em mobilidade urbana, foi estimado em R$ 27,1 bilhões. Aumento de cerca de 14% em relação aos R$ 23,1 bilhões do balanço de janeiro e de 26% sobre os R$ 21,5 bilhões de previsão feita em 13 de janeiro de 2010, quando o ex-presidente Lula assinou a Matriz de Responsabilidade.
Esses R$ 27,1 bilhões estão a anos-luz de uma estimativa feita pela Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), que calculou em R$ 112 bilhões o custo com a Copa. O estudo da associação, que tem parceria técnica com a CBF e o Ministério do Esporte, inclui também gastos com hotelaria, segurança, tecnologia e saúde, entre outros. Mesmo assim, a diferença é grande, pois o balanço do governo acrescenta apenas R$ 10,3 bilhões para esses itens.
Os números são mesmo conflitantes. Na sexta-feira, o governo divulgou atualização na Matriz de Responsabilidade e a conta baixou para R$ 26,1 milhões. “A Matriz é um documento que precisa ser atualizado com os ajustes que são feitos enquanto a obra está em andamento. Isso é essencial para a transparência do processo”, esclareceu Alcino Reis, secretário Nacional de Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor do Ministério do Esporte.
Mas não evita, ou diminui, a confusão. No mesmo dia, a Controladoria Geral da União (CGU)inaugurou ferramenta no portaldatransparência.gov.br que permite acompanhar os custos estimados por área de investimento. Valor da soma dos gastos com estádios, aeroportos e portos e mobilidade urbana: R$ 24,024 bilhões.
O fato é que em todas as áreas ligadas à Copa existem pontos nebulosos quando se trata de orçamentos. Estádios, por exemplo. O Maracanã, virtual palco de encerramento do Mundial, já viu o orçamento flutuar entre R$ 705 milhões e R$ 1,1 bilhão. Atualmente, a conta está em R$ 859,9 milhões, depois que o TCU (Tribunal de Contas da União) estrilou com o orçamento que lhe foi apresentado. Mas esse valor parece longe de ser definitivo.
(…)
Aflição. O ritmo das intervenções de mobilidade urbana nem de longe podem ser comparadas ainda ao dos estádios. Dos 49 projetos, apenas 9, em 4 cidades, estão em desenvolvimento. O restante ainda está na fase de projeto ou licitação. E alguns podem ficar apenas no papel.
A situação causa aflição até mesmo na presidente Dilma Rousseff. “Temos de ser capazes de correr contra o tempo”, disse ela esta semana em Curitiba, onde anunciou investimentos em mobilidade.
O governo tenta colaborar. Reconsiderou a ameaça de retirar do PAC da Copa obras que não começassem até dezembro, mas pediu agilidade. Porém, há casos emblemáticos: Cuiabá, por exemplo, conseguiu trocar na Matriz de Responsabilidade o projeto de BRT (Bus Rapit Transit) pelo VLT (Veículo Leve sobre Trilhos). Salvador propõe fazer o mesmo: pôr o metrô de superfície no lugar no VLT. Por causa disso, a obra de mobilidade da capital baiana foi temporariamente retirada da Matriz.
São Paulo ainda não começou suas obras. As 5 intervenções viárias na região de Itaquera que consumirão R$ 478,2 milhões (R$ 345,9 milhões do Estado e R$ 132,3 milhões da Prefeitura) têm projetos básicos prontos e licitação em fase de preparação. O valor dessas obras não consta da Matriz de Responsabilidade.
O projeto que consta é o do Monotrilho que ligará o aeroporto de Congonhas à estação Morumbi, da CPTM. O monotrilho que passará pelo estádio do Morumbi (excluído da Copa), teve o valor reajustado de R$ 2,860 bilhões para R$ 3,108 bilhões. Ficou na matriz sobre a alegação de que transportará as pessoas até o metrô e, portanto, servirá de acesso até Itaquera.
O governo paulista também se comprometeu a investir R$ 2,5 bilhões na melhoria das linhas de trem e metrô que levam a Itaquera. Tal valor também não consta da Matriz de Responsabilidade.
Dúvidas no ar. A questão dos aeroportos também causa desconforto. Vários deles já tiveram as obras – de reforma e ampliação de terminais, pistas e pátio, em sua maioria – iniciadas. Em outros, as melhorias continuam apenas nos projetos. Dinheiro parece não faltar, pois o governo se comprometeu a investir exatos R$ 6.5 bilhões na área. O desencontro, porém, permanece.
Há um grupo, composto por institutos, entidades de classe e políticos, que mantém a aposta de que não dará tempo para que tudo fique pronto. O governo insiste que os prazos serão cumpridos.
No início desta semana, no Rio, parlamentares integrantes da Subcomissão Temporária da Copa de 2014 voltaram a dizer que é preciso acelerar o ritmo das obras, do contrário os aeroportos brasileiros não comportarão a demanda esperada para o Mundial. “Nenhuma cidade está dentro do prazo. Obras que ainda nem começaram já deveriam estar na metade”, criticou, por exemplo, Romário, deputado pelo PSB-RJ.
A “grita” dos parlamentares obrigou o governo a reagir. E a repetir o discurso otimista adotado quando se toca no tema. “No nosso controle, nos dados que temos do governo e da Infraero é que todos (os aeroportos) ficarão prontos a tempo e hora”, rebateu o ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, Wagner Bittencourt. Ele foi mais longe. “Algumas (obras) podem ser entregue até antes, em outubro.”
No último balanço dos preparativos para a Copa, divulgado em setembro, oito das 13 intervenções têm previsão de conclusão para dezembro de 2013.
O que pode ajudar é a disposição do governo de entregar à iniciativa privada a gestão dos aeroportos. Nesta semana, foi definido o modelo dos editais de concessão para os aeroportos de Cumbica, Viracopos e Brasília. Pelo documento, os concessionários terão metas a cumprir, tanto de investimentos (R$ 4,47 bilhões até a Copa), como de entrega das reformas necessárias para atender à demanda do Mundial, sob pena de multas pesadas pelo não cumprimento. O governo estima realizar o leilão ainda em dezembro e considera haver tempo suficiente para que o Brasil chegue à Copa navegando em céu de brigadeiro. Mas sabe que muita coisa terá de ser feita até lá.
(grifos nossos)

Comentário

Se as obras não forem concluídas nem privatizando os aeroportos, bastará ao governo retirar os projetos inconclusos dos planos para a Copa e anunciar que cumpriu 100% do planejado…

sábado, 15 de outubro de 2011

Ex-ministros de Lula ainda mantêm cargos em estatais

A seguir – e depois nossos comentários – reportagem de Silvio Navarro e Bernardo Mello Franco, publicada na Folha:
Mesmo fora do governo, os ex-ministros Celso Amorim (Relações Exteriores) e Luiz Dulci (Secretaria-Geral da Presidência) continuam a receber salário para integrar conselhos de estatais. Eles deixaram a Esplanada em 1º de janeiro, após oito anos no primeiro escalão do governo Lula. No entanto, ainda ocupam vagas nos conselhos de administração da Itaipu Binacional e da Eletrobras, respectivamente. Os dois afirmaram à Folha não ver conflito ético na prática, mas disseram que os cargos estão à disposição do governo Dilma Rousseff. Além da aposentadoria como ministro de primeira classe do Itamaraty, Amorim recebe, fora do poder, um dos maiores salários pagos em conselhos de estatais federais: R$ 13.100 por mês. Filiado ao PT fluminense, ele tem mandato na estatal até maio de 2012. Para mantê-lo, basta comparecer a encontros bimestrais. O conselho se reuniu uma vez este ano, com a presença do ex-ministro. Procurado, Amorim disse ter ficado na vaga a pedido do sucessor, ministro Antonio Patriota. “Absolutamente não é uma sinecura. Eu não pedi nada”, afirmou o ex-chanceler. “O ministro Patriota pediu que eu ficasse, mas não sei se vou ficar muito tempo. Tenho muitas ocupações.” Amorim ocupa uma vaga de livre indicação no conselho em Itaipu. O assento reservado ao Ministério das Relações Exteriores é ocupado pelo embaixador Antonio José Ferreira Simões. Convidado por Lula para dirigir seu futuro instituto, Dulci recebe R$ 4.300 por mês, mais 13º salário, como conselheiro da Eletrobras. O petista mineiro disse ter posto o cargo à disposição do sucessor, Gilberto Carvalho, no início do ano. “Fui indicado porque era ministro e não pretendo continuar.” O conselho da estatal do setor elétrico é eleito anualmente, no fim de abril. Também ex-ministro de Lula, Carlos Eduardo Esteves Lima recebe R$ 5.400 do conselho fiscal do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Ele chefiou a Casa Civil no fim de 2010, após a queda de Erenice Guerra, e agora permanece no governo como assessor especial do órgão. Procurado, não ligou de volta. Alvo de cobiça em Brasília, as vagas em conselhos de estatais funcionam, na maioria das vezes, como complemento salarial. A função dos órgãos é auxiliar a gestão das empresas, aprovar orçamentos e definir normas internas. Os conselheiros têm mandato de um a quatro anos, mas podem ser substituídos a qualquer momento pelo Palácio do Planalto.” (grifos nossos)

Amorim, do Itamaraty, no conselho da ITAIPU BINACIONAL. De fato, um especialista em energia elétrica, tanto que basta comparecer UMA VEZ A CADA DOIS MESES para merecer a remuneração mensal de R$ 13 mil. São praticamente 26 mil reais POR REUNIÃO. Convenhamos: reuniões são chatas, merecem uma paga correspondente. Já o coordenador do “Instituto Lula de Filosofia Contemporânea”, Luiz Dulci, é um pouco mais modesto. Recebe apenas R$ 4,3 mil mensais para colaborar intelectualmente com a Eletrobrás. DOIS ESPECIALISTAS DO SETOR ELÉTRICO, não é mesmo? E por aí vai…
O ponto alto, na minha opinião, é quando Amorim diz ter “muitas ocupações”.

Via O Implicante

Dilma nomeia advogada de sua campanha para vaga no TSE

A presidente Dilma Rousseff nomeou na última terça-feira a advogada Luciana Lóssio para o lugar de Joelson Dias no Tribunal Superior Eleitoral. Lóssio foi advogada da campanha de Dilma à presidência. Notícia da Folha.com:
A advogada Luciana Lóssio,36, foi nomeada na terça-feira (11) para o cargo de ministra substituta do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Ela trabalhou na campanha da então candidata à Presidência da República pelo PT, Dilma Rousseff.
Ela ocupa a vaga deixada por Joelson Dias –que foi quem acolheu a maior parte dos direitos de resposta reivindicados por José Serra na disputa de 2010, em particular quando o PT explorou na TV as acusações de caixa-dois que envolviam Paulo Preto.
Além de Luciana Lóssio e Dias, estava na lista enviada à Presidência da República pelo STF o nome de Evandro Pertence. Dias foi nomeado em março de 2009 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O juiz substituto participa de julgamento quando o titular não pode comparecer. Nas eleições, fica responsável pela análise de representações que tratam de propaganda eleitoral. O TSE é composto por três ministros do STF, dois do STJ e dois indicados da advocacia.
Segundo o TSE, Luciana será a primeira mulher a ocupar uma das vagas destinadas à advocacia. Com experiência na Justiça Eleitoral, ela advogou nas eleições gerais de 2010 para a candidata Dilma.
A advogada também atuou na defesa dos então governadores José Roberto Arruda (DEM-DF), Rogério Rosso (PMDB-DF) e Roseana Sarney (PMDB-MA). É especialista em Direito Eleitoral e é membro do Ibrade (Instituto Brasileiro de Direito Eleitoral).

Comentário

Mais uma vez, o PT ignora o princípio da impessoalidade para emplacar companheiros em cargos-chave do Judiciário. Apesar das decisões favoráveis a Serra na última eleição – e ele também decidiu a favor do PT em alguns casos, como este em que absolve Lula e Dilma da acusação de terem feito propaganda eleitoral antecipada (e todos sabemos que eles nunca fizeram isso) -, Joelson Dias não pode ser “acusado” de tucanismo: quando Joelson foi nomeado para o TSE, em abril de 2009, o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) lembrou em seu blog que ele havia sido sócio de Erenice Guerra em uma firma de advocacia, e atribui a Erenice sua nomeação.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Dilma concede à FIFA isenção TOTAL de impostos federais. De 2011 a 2015!

É mole? Depois daquela “ameaçadinha” de não ter Copa no Brasil, chegou a vez do governo federal, mediante canetada de Dilma, LIBERAR A FIFA DE RECOLHER QUALQUER IMPOSTO FEDERAL. Leiam reportagem do Estadão, já voltamos:
Governo oficializa isenção total de impostos para bens e serviços à Fifa – Entidade terá alíquota zero em itens como alimentos até 31 de dezembro de 2015 – Decreto publicado nesta quinta-feira pela presidente Dilma Rousseff no Diário Oficial da União concede à Fifa isenção total de impostos federais para bens e serviços relacionados à Copa das Confederações de 2013 e à Copa do Mundo de 2014. Os dirigentes ficam livres, inclusive, da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), cobrada na importação e comercialização de combustíveis. A desoneração vale desde 1.º de janeiro deste ano e se estende até 31 de dezembro de 2015 e, da forma geral como a regra foi escrita, permite, por exemplo, isenção de impostos durante visitas de representantes da Fifa ao Brasil para encontros com Dilma ou vistoria do andamento das obras. A isenção abrange de alimentos a material de escritório. Bens duráveis que ficarem no País após junho de 2016 precisarão ser doados a entidades beneficentes ou à União para escapar do imposto retroativo. Segundo o coordenador-geral de Tributação da Receita Federal, Fernando Mombelli, a desoneração era uma “condição” para a realização dos eventos esportivos no País. Tais concessões são comuns em eventos da Fifa, segundo ele, mas o volume de desoneração depende da negociação de cada país com a entidade. A Receita prestará contas da desoneração em janeiro de 2016.” (grifos nossos)
Comentário
Esse é o país que fala “grosso” com os estrangeiros? Não, não é. É o governo que amolece e quebra o galho da FIFA, essa entidade tão pobrezinha, garantindo ISENÇÃO TOTAL de todos os impostos federais, no inexplicável período de janeiro DESTE ano (retroativo, pois) até fevereiro DE DOIS MIL E QUINZE!
Se a Copa trouxer receita ao país (e não é bem assim, vejam demais sedes desse tipo de evento…), não será por meio da FIFA, já que ela não vai recolher nem mesmo a CIDE da gasolina dos carros de seus dirigentes e trabalhadores contratados.
Que palhaçada, Dilma!

sábado, 8 de outubro de 2011

Lula se supera: “Sem um dedo, fiz mais que Bill Gates e Steve Jobs”

Em palestra paga por um banco americano, o ex-presidente Lula afirmou, entre outras coisas, que “pegou o país na miséria e fez mais que Steve Jobs e Bill Gates”. O relato é da coluna de Sonia Racy no Estadão:

    Importantes convidados do Bank of America/Merrill Lynch, para assistir à palestra de Lula anteontem, na Casa Fasano, até se divertiram. Mas os que jamais tinham ouvido o ex-presidente falar em outros recintos sofisticados esperavam algo além do que presenciaram.

    O banco americano pagou R$ 250 mil para escutar declarações como “Wall Street não gosta de mim, mas o chefe deles gosta” ou “tem que falar português em aeroporto americano, eles têm que entender o que a gente fala”. Bem como a crítica, com alguma razão, sobre a farta comemoração dos americanos pela morte de Bin Laden, “coisa de mau gosto”.

    O conhecido jeitão do petista surpreendeu parte da plateia, onde se encontrava Thomas Montag, presidente do global banking do Bank of America. Que veio ao Brasil comemorar a autorização do BC à Merrill Lynch para se tornar banco múltiplo.

    Lula 2

    Tudo nos conformes, com Lula listando os feitos de sua gestão, dando inclusive um upgrade no seu famoso jargão “nunca antes neste País”, trocado por “nunca antes neste Planeta”. De modo veemente, e carismático, procurou tranquilizar os presentes em relação à inflação, citando e apontando várias vezes para Henrique Meirelles, que estava no salão.

    Manifestou também absoluta confiança na política monetária de Dilma, e frisou que a alta da inflação é passageira.

    Lula 3

    Lula mais solto, o discurso que lia caiu no chão. E aí, o improviso se instalou. Afirmou que o Brasil só começou no século 21: “Quando peguei esse País, só tinha miserável. E eu, operário sem um dedo, fiz mais que o Bill Gates, Steve Jobs e esses aí”.

    O ex-presidente lembrou também do tempo em que guardava sua marmita debaixo do tanque, chamando Marisa para confirmar. A ex-primeira dama já havia ido embora.

    Lula 4

    Entre os que assistiram à palestra de uma hora e meia, Lula elegeu alguns interlocutores. Entre eles Luiz Furlan, “não é só vendendo frango para a chinesada que se ganha”; Wilsinho Quintella, “esse está rindo de orelha a orelha com o lixo”; e também para Edson de Godoy Bueno; “nunca vendeu tanto plano para pobre”.

    E conclamou os presentes à tirarem dinheiro do banco para investir no Brasil.

(grifos nossos)
Comentário

Lula parece ter ficado com inveja das homenagens póstumas ao fundador da Apple. Só não deu para entender a relação entre a menção ao dedo perdido e a comparação das obras de Lula, Gates e Jobs. O fato de o ex-presidente ter um dedo a menos só prova que Lula foi um torneiro mecânico descuidado.

Enquanto houver gente pagando caro para assistir e aplaudir as bobagens de Lula, ele as continuará proferindo.

Via: www.implicante.org
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